O cenário macroeconômico deve continuar desafiador no curto prazo, com juros ainda elevados e crédito rural restrito. Em 2025 a taxa Selic atingiu 15% – o maior patamar em duas décadas – e embora haja expectativa de queda gradual para cerca de 12% ao final de 2026[1], os custos de financiamento permanecerão altos em termos históricos. A inflação, apesar de arrefecer (4,7% a.a. em out/2025)[2], segue próxima ao teto da meta, limitando cortes agressivos de juros pelo Banco Central[3]. O câmbio deve manter relativa volatilidade; em janeiro de 2026 o dólar rondava R$5,53[4], reflexo de um Real enfraquecido por juros externos elevados e termos de troca menos favoráveis. Essa combinação – juros internos altos e moeda instável – encarece o custo de capital para produtores e empresas do agro, tornando crédito rural mais seletivo e oneroso.
